As pessoas acham que tudo que vivem é em decorrência de diversos fatores. Uns dizem que é o destino, outro Deus, outros, astrologia ou coisas do gênero.
Mas não há explicação para o que se sente. A vida, desde o princípio, sempre foi algo fascinante, estranha e certa. Alguns não percebem, se lamentam, não buscam outra saída, entregam-se facilmente.
Eu não entendo dessa maneira. Somos responsáveis por todos os nossos atos. E por aqueles que cativamos, como disse uma raposa.
Tudo é motivo de discussão. Até mesmo a morte, tida como a única certeza na vida, é discutida. Morre-se. Morre-se de que forma: corpo e alma? Para onde iremos depois? E o que acontece com os que ficam?
Perguntas que não devemos procurar respostas, pois ficaríamos horas e horas tecendo comentários sobre o tema.
Outra lacuna que temos é o sentido da vida. Do magnetismo físico e sexual até a concepção, existe uma batalha. Um entre milhões de espermatozóides procura o local certo, como milagrosamente soubesse aonde ir e o que fazer. É a natureza humana se mostrando desde antes da concepção: a sobrevivência.
Em cima dessa questão, a sobrevivência e não o questionamento sobre vida pós-morte ou o que é a própria vida que faz com que tenhamos força para continuarmos.
Muitas das vezes, atitudes machucam, palavras ferem. Mas temos que buscar forças para sobreviver. É o que nos mantêm vivos. A perda de alguém querido não deve ser encarada como o fim de tudo, pois se ficamos, ainda não foi o fim.
Para quem viu uma certa trilogia com elfos, anões e seres mágicos, na última parte uma personagem diz que "tudo acaba bem no fim. Se não está bem, é porque ainda não foi o fim. É como nas histórias que conhecemos. As pessoas poderiam desistir de tudo após uma turbulência, obstáculos, uma nuvem escura. Mas elas perseguem um sonho, elas buscam força naquilo que mais amam: o amor".
Um rompimento é sempre dolorido, marcante. E dói bem mais quando há um carinho entre as partes. E nós nos perguntamos como iremos sobreviver a isso. O tempo realmente tudo cura? Uma outra pessoa para preencher o vazio de quem se foi? Não sei. E talvez a gente, eu, você, os outros, nunca iremos saber. Não se ficarmos pensando nisso e esquecermos do mais primordial: viver. Isso é uma certeza.
Achava que não sobreviveria a isso. Uma amiga me enviou "A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita" (Gandhi).
Estou alegre, estou bem, estou vivo…
Fantasmas do passado incomodam se deixarmos que nos incomodem, se ficarmos olhando para trás. Sempre em frente, pois não temos tempo a perder. Temos o livre arbítrio, o instante mágico em que um "sim" ou "não" pode mudar toda a nossa existência e, dessa maneira, podermos mudar tudo que nos deixa infelizes.
Esse texto é uma revisão de um que fiz há cerca de 3 anos e meio. Achei interessante colocar, pois hoje completou uma semana que aprendi a reviver.